...que gosta de gente
e também consegue ouvir o vento
tocando e deslizando pela pele,
Eu gosto de gente...
de gente como a gente
que sente o cheiro das coisas
e com um olhar...um leve tocar
consegue captar o som da alma.
Eu gosto de gente
que sente e que vê
que se permite
sem ter medo da vida
que vive cada dia
como um novo presente
uma nova chance
com fé e esperança
Porque não há verdade,
nem mesmo doçura,
não há sensibilidade,
se não houver sensibilidade
e afinidade entre almas
Eu gosto de gente
que sobretudo é gente
que sorri e vive
mesmo a vida os oprima
Eu gosto de gente
que é gente verdadeiramente
e não apenas no faz de conta
Sem nenhum rodeio
permitindo que a verdade
verta da alma
Deixe-se surpreender
surpreenda-me com qualquer coisa
com uma palavra amiga
a cada novo dia...
Todos os dias da nossa vida!
Eu gosto de gente...
vivo com gente
que é sempre gente
Eu também sou gente!
e também sou poeta...
(Fouquet, 11 de janeiro de 2012)


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